Transplante de medula óssea – O que é e para que serve?

A transplantação de medula óssea é uma das formas de tratamento de várias doenças do sangue. As mais citadas são as leucemias, mas há outras como os linfomas e as aplasia medulares. Muitas vezes, a transplantação de medula óssea é a única esperança de vida para os portadores destas doenças.

O transplante de medula óssea é a única esperança de vida para muitos doentes que sofrem de algumas doenças, sendo umas das principais a leucemia.

Esta operação consiste na transfusão no doente de células progenitoras retiradas da medula do dador. Estas células saudáveis vão substituir as células doentes e são responsáveis pela formação de novas células saudáveis. O sucesso do transplante depende da compatibilidade entre as células saudáveis e as células do doente.

 

Quem pode ser dador de medula óssea?

A pesquisa de um dador compatível orienta-se primeiro para os irmãos do doente. No entanto, apenas um doente em cada quatro encontra um dador idêntico entre irmãos, isto é, que tenha herdado as mesmas características tecidulares paternas e maternas. Se não existir um dador familiar compatível é iniciada a pesquisa no registo de dadores.

 

Onde pode ser dador?

É o Centro Nacional de Dadores de Células Estaminais de Medula Óssea e do Cordão Umbilical (CEDACE) que regista e identifica o potencial da oferta do banco de dadores português, que está integrado na rede mundial de dadores de medula óssea. Em Novembro de 2011, o registo nacional somava mais de 260 mil dadores inscritos, o que faz de Portugal o país com o segundo maior registo da Europa.

A forma mais rápida de se tornar dador é dirigir-se ao CEDACE, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, ou então aos dois outros centros de histocompatibilidade do País, em Coimbra e no Porto. Na página online do CEDACE, em www.chsul.pt, é disponibilizada toda a informação.

 

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Colheita de células

A medula óssea é um tecido mole que preenche o interior dos ossos longos e as cavidades esponjosas de ossos. Nesse tecido existem células com capacidade para dar origem a qualquer célula do sangue periférico, são as chamadas células progenitoras/estaminais, que se renovam constantemente.

A colheita de células para transplantação pode ser feita a partir da medula óssea, em que as células são colhidas do interior dos ossos pélvicos, ou então, no sangue periférico. O cordão umbilical é outra fonte de células progenitoras, que são colhidas quando o bebé nasce, sendo utilizadas sobretudo na transplantação de crianças.

 

Condições para ser dador de medula óssea

Podem ser dadoras pessoas saudáveis com idades entre os 18 e os 45 anos. O registo como dador não significa que venha a ser necessária a colaboração futura.

Os exames iniciais consistem apenas na recolha de sangue. Os dados ficam guardados numa base informática nacional e internacional e serão usados sempre que um doente seja proposto para transplantação de medula óssea.

Através do Bone Marrow Donors World Wide (um registo internacional alargado que contém 66 Registos, somando um total superior a 17 milhões de Dadores em 2011), 80 por cento dos doentes têm, pelo menos, um potencial dador compatível.

 

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O que é a leucemia?

Existem vários tipos de leucemias. No caso da leucemia aguda (LA), que aparece subitamente e evolui muito rapidamente, é uma doença maligna da medula em que células mais jovens se acumulam na medula óssea sem que amadureçam normalmente. Essa acumulação impede o crescimento das células normais: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Os tratamentos diferem de acordo com a doença.

Nem todos os doentes necessitam de transplante de medula, alguns ficam curados apenas com quimioterapia. Esta patologia não é fácil de detectar uma vez que os sintomas são comuns a várias infecções: febre e suores nocturnos, infecções frequentes, sensação de fraqueza, dor de cabeça, sangrar e fazer nódoas negras facilmente, dor nos ossos e articulações, inchaço ou desconforto no abdómen, gânglios inchados e perda de peso.

 

Já é dador de medula óssea? Tem alguma história ou testemunho para nos contar? Partilhe-as com os outros leitores!



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2 comentários até agora. Deixe também o seu!

  1. 02-02-2012

    @Marta:
    Dependerá com certeza do seu estado geral de saúde, bem como do tipo de mastectomia que realizou.
    Queira se informar junto do seu médico e/ou do site que disponibilizamos, o Centro de Histocompatibilidade do Sul.
    Muito obrigado pela sua visita e até uma próxima oportunidade.

  2. marta neves
    18-01-2012

    eu gostava de ser dadora mas como fiz uma mastectomia já lá vão 10 anos não sei se me posso inscrever gostava de ser informada.obrigada